sexta-feira, 17 de junho de 2016

A eterna angústia do esperar. 



   É como uma espécie de doença. Primeiro você sente uma leve inquietação e depois não consegue parar de olhar a tela do telefone de dois em dois minutos para ver se chegou a tão esperada mensagem. Depois de um tempo, você percebe que é como ferver o leite: quanto mais você espera na frente da leiteira, mais tempo demora para ele começar a levantar espuma, porém, se você vai fazer outras atividades enquanto está no processo de fervura, quando volta, ele já está derramando.   
   Não me diga que em toda sua vida, nunca ficastes ansiosa(o) esperando por aquele e-mail, um telefonema ou uma simples mensagem de alguém especial?! Se disser que não, juro que não conseguirei acreditar! Tem gente que fica horas treinando como atender uma chamada, ou se  questionando sobre os motivos pelo qual não te procuraram ainda - será que ele(a) vai me ligar? O que eu fiz de errado? - mas depois de certo tempo percebe que nem tudo é no momento ou do jeito que esperamos e simplesmente paramos de acreditar no " eu te ligo para marcarmos" ou "quando chegar em casa te mando uma mensagem". Se ligar, ótimo, se não ligar, nos vemos por aí algum dia desses. Contudo no fundo, ainda sentimos a eterna angústia do esperar. 
   É, não tem jeito. Dá próxima vez, trate você de jogar o orgulho no lixo e pedir o telefone ou até mesmo mandar uma mensagem. Só não deixe que esse martírio por esperar corte os fios que te ligam à alguém, e faça a conexão (que pode por sinal nunca cair) ter fim.


 

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